Cerca de 30 árvores do Méier foram removidas por oferecerem risco de queda e por estarem secas

Moradores lamentam a falta de verde na região. Órgãos ainda não retiraram troncos cortados.

Há cerca de um mês, os moradores do Engenho de Dentro, do Méier e do Lins de Vasconcelos estranham a remoção e o corte de cerca de 30 árvores, podadas ainda no tronco, e questionam a falta de respostas dos órgãos públicos sobre o assunto.

— A região tem pouco verde. Neste caso, a situação é mais grave, porque não foram feitos replantios e os buracos permanecem abertos em vias de grande movimento. E os troncos cortados não são removidos — afirma Walter Filho, morador do Méier.

A Secretaria municipal de Meio Ambiente afirmou que a responsabilidade sobre o assunto é da Comlurb. Por sua vez, a companhia de limpeza explicou, por meio de nota, que cada remoção é embasada por um laudo técnico, emitido por um engenheiro agrônomo ou florestal. Ainda de acordo com a Comlurb, geralmente, as árvores são removidas por estarem secas ou por oferecerem risco de queda.

O órgão informou também que, ao fim de cada mês, encaminha um relatório de remoções para a Fundação Parques e Jardins (FPJ), que avalia a necessidade de replantio e a espécie de árvore adequada para cada local. Quando a FPJ entende que não há necessidade de replantio, a companhia nivela o solo da área onde as árvores foram removidas, para evitar a ocorrência de acidentes. A Comlurb vai aguardar a resposta da FPJ para tomar as providências.

Foto: Agência O Globo / Bia Guedes

 

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